Genebra de cadeira de rodas

Genebra, na Suíça, não é uma cidade muito procurada como destino turístico, mas vale a pena incluí-la em sua lista de boas intenções, como você verá neste post.

 

Café La Clémence: um point, com mesinhas espalhadas por toda a área externa e uma agitação gostosa

Café La Clémence: um point, com mesinhas espalhadas por toda a área externa e uma agitação gostosa (Todas as fotos pertencem ao meu acervo, exceto quando indicado)

 

Nota: Em comemoração aos 5 anos do Cadeira Voadora (em 15/1/2016), estou transferindo para este endereço, um a um, os posts do antigo blog. Esteja atento, portanto, à data original de publicação. Tenha em conta que poderão ter ocorrido mudanças no destino mencionado – para melhor, esperamos! Os posts estão sendo revisados, ampliados, e novas fotos acrescentadas. Não se trata, portanto, de uma simples transposição.

 

Este foi meu primeiro post sobre destino turístico, publicado em janeiro de 2011. À época, eu estava atendendo a um pedido da querida amiga Milza, para escrever sobre minha viagem à Europa, que teve como uma das motivações visitar o Guile, filho dela, que mora em Genebra.

Viajei para a Europa sozinha, em 2008, falando um francês razoável (mas que de fato se revelou melhor do que eu imaginava), em um percurso de ida que durou 16 horas. Na partida, houve um enorme atraso do voo da Air France, e por isso perdi a conexão em Paris, tendo como consequência mais atraso e a mala extraviada.

A mala não chegou, mas eu sim. Amassada e feliz, fui recebida no aeroporto de Genebra pelo Guile e seu amigo Stéphan, que seria meu acompanhante em alguns passeios pela cidade e também por Annecy, na divisa entre Suíça e França, uma cidade que desejava conhecer desde minha época de estudante de francês na faculdade.

 

Vamos combinar: tem coisa melhor do que ser recebida na casa de um amigo querido? À esquerda, o Guile, e à direita, seu amigo Stéphan (não foi o que me acompanhou nos passeios; este é outro)

Vamos combinar: tem coisa melhor do que ser recebida na casa de um amigo querido?
À esquerda, o Guile, e à direita, seu amigo Stéphan (não foi o que me acompanhou nos passeios; este é outro)

 

Aeroporto

 

Fui recebida com presteza e gentileza por um funcionário do aeroporto, que me encaminhou à sala onde eu deveria dar início aos trâmites necessários à recuperação da bagagem, que chegou 24 horas mais tarde.

Em seguida, partimos em direção ao metrô, para pegá-lo na estação dentro do aeroporto. No caminho, procurei pelo banheiro adaptado. Ela estava trancado, como acontece em muitas cidades, para mantê-lo disponível às pessoas com mobilidade reduzida, limpo e livre de tralhas… A chave ficava em poder de um funcionário.

Enfim, pegamos o metrô até o centro da cidade. Não era adaptado, mas foi possível “escalá-lo” com a ajuda do Guile. Do centro até a residência dele, era possível ir a pé.

 

Transporte público

 

Circulei muito de bonde (ou tramway) nos dias em que estive na cidade. É bem fácil entrar, porque há ilhas para pedestres com pontos de parada, e eles param praticamente no nível do meio-fio. Aperta-se um botão verde antes de entrar, para que o motorista seja alertado quanto à presença de alguém com mobilidade reduzida. Então, ele ficará atento e só fechará a porta (que nos demais casos funciona automaticamente) após a entrada da pessoa. Há espaço reservado para a cadeira de rodas dentro do veículo.

E o “detalhe”: pense como é não ter de ficar esperando nos pontos, a não ser poucos minutos… e ainda por cima ter acesso a bondes e ônibus limpos e bem-cuidados.

Quando eu estive na cidade, os ônibus ainda não eram adaptados, mas o Guile me informa que atualmente são.

⇒ Para informações sobre transporte acessível em Genebra, clique aqui.

 

Tramway em Genebra (Imagem retirada do site Hampage.hu)

Tramway em Genebra (Imagem retirada do site Hampage.hu)

 

A cidade

 

Situada numa das margens do Lago Léman, Genebra é impecável: limpa, silenciosa, bem-cuidada, com gente educada. Circulam nas ruas pessoas de todas as nacionalidades, com todos os tipos de roupas, falando as mais diversas línguas. Sempre acho fantástica essa diversidade cultural!

São pontos turísticos interessantes, entre muitos outros: a fonte Jet d’Eaucom jatos d’água de 140 m de altura; as bancas do mercado das pulgas, que vendem de tudo, desde quinquilharias até preciosidades; a sede europeia da ONU (na praça em frente, está a instalação Cadeira Quebrada, à qual falta uma perna; a escultura é símbolo da luta contra o uso e a fabricação de minas antipessoais); o Museu da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho; o Parc des Bastions, com o Muro dos Reformadores, e toda a Cidade Antiga, com belas construções históricas.

Para acessar a parte histórica da cidade, que fica em uma colina, há um elevador, ao qual se tem acesso pela biblioteca da cidade. A partir disso, pode-se circular por toda a parte histórica, embora ela não seja plana. Lá, encontrei o local onde viveu o célebre escritor Jorge Luis Borges. =)

 

A parte antiga da cidade rende belos e agradáveis passeios

A parte antiga da cidade rende belos e agradáveis passeios

 

 

Edifício às margens do Lago Léman

Edifício às margens do Lago Léman

 

Como fiquei apenas dois dias na cidade, não houve tempo para entrar em grande parte dos locais, apenas para passar por eles. Na verdade, fiquei três dias, mas um deles foi destinado a conhecer Annecy, que fica na França, mas apenas a uma hora de distância de ônibus.

Ah! Já ia me esquecendo de dizer: comprei chocolates na loja de departamentos Manor, que é imensa e oferece várias marcas do meu alimento predileto. 😉

Fica como sugestão: caso decida conhecer a cidade, estique até Annecy (leia o post aqui) e acrescente ao roteiro algumas cidades próximas, que são sempre lindas.

 

Vamos ver mais fotos, que serão acompanhadas de dicas da cidade!

 

Jet d'Eau: uma fonte com 140m de altura, às margens do Lago Léman.

Jet d’Eau: uma fonte com 140m de altura, às margens do Lago Léman. Dá pra ir rodando com a cadeira pela margem, em um bonito passeio!

 

Em sentido horário: Muro dos Reformadores, no Parc des Bastions; estátua em homenagem a Piaget, no mesmo parque; túmulo de Jorge Luis Borges, no Cimitière des Rois.

Em sentido horário: Muro dos Reformadores, no Parc des Bastions; túmulo de Jorge Luis Borges, no Cimitière des Rois; estátua em homenagem a Piaget, no Parc des Bastions.

 

No sentido horário: o Palácio das Nações, com a sede europeia da ONU; a instalação Cadeira Quebrada, à qual falta uma perna; a placa com esclarecimentos acerca da instalação.

No sentido horário: o Palácio das Nações, com a sede europeia da ONU;  a placa com esclarecimentos acerca da instalação Broken Chair, à qual falta parte de uma perna; a instalação.

 

Túmulo de Sérgio Vieira de Mello no Cemitério de Plainpalais. Para quem não se lembra, ele foi Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos e morreu em um atentado em Bagdá, no ano de 2003.

À esquerda, busto de Sérgio Vieira de Mello. À direita, seu túmulo. Para quem não se lembra, ele foi Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos e morreu em um atentado em Bagdá, no ano de 2003.

 

Uma homenagem ao Mahatma Gandhi reproduz uma de suas frases que mais admiro: "Minha vida é minha mensagem." Quem de nós poderia dizer algo assim? Temos tantas frases dentro dos bolsos para distribuir como mensagens... Mas e as ações?

Uma homenagem ao Mahatma Gandhi, presente da prefeitura de Genebra para a Índia. No frontispício, a significativa frase: “Minha vida é minha mensagem”.

 

Museu da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Abaixo, toldo na entrada.

No alto, o Museu da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Abaixo, toldo na entrada.

 

Fotografei esta frase em uma exposição temporária no Museu da Cruz Vermelha. Ela traz uma reflexão acerca dos muros que o homem construiu, no mundo inteiro, para dividir, separar, se proteger. Lamentável. E, infelizmente, não deixou de ser atual.

Fotografei esta frase em uma exposição temporária no Museu da Cruz Vermelha. Ela traz uma reflexão acerca dos muros que o homem construiu, no mundo inteiro, para dividir, separar, se proteger. Lamentável e, infelizmente, ainda atual.

 

Para saber mais:

 

Genebra no site Viaje Aqui

Informações gerais sobre acessibilidade em Genebra 

Guia de acessibilidade em Genebra (PDF em inglês)

Geneva Tourism (em francês e inglês)

 

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2 Comments

  1. Patrícia Ferreira França

    Gostaria de saber onde alugar cadeira de rodas na suiça e alemanhã.

    obrigada

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