Jardim Botânico do Rio de Janeiro: dicas para cadeirantes

 

O Jardim Botânico, seguramente, é um dos pontos turísticos mais belos e agradáveis do Rio de Janeiro. Neste post, eu te conto se o local é confortável para as rodinhas voadoras. Vamos lá?

 

 

Passar o dia no Jardim Botânico é uma opção das mais agradáveis (Neste post há fotos minhas, identificadas com o selo da Cadeira Voadora, e de Marta Alencar, identificadas com o selo Alta Estima Fotografia Inclusiva)

Passar o dia no Jardim Botânico é uma opção das mais agradáveis
(Neste post há fotos clicadas por mim, identificadas com o selo da Cadeira Voadora, e por Marta Alencar, identificadas com o selo Alta Estima Fotografia Inclusiva)

 

Fundado em 1808, o magnífico Jardim Botânico do Rio é passeio obrigatório. Vai agradar aos que gostam de uma boa caminhada ao ar livre e na sombra, com o abrigo de árvores centenárias. É um deleite para os que apreciam natureza, beleza, harmonia de cores, aromas, sons de pássaros. Crianças se divertem aos montes, com espaço à vontade para correr e brincar. Rende fotos impactantes, de lagos, fontes, árvores, flores e até do Cristo Redentor, que aparece no meio das copas frondosas. Escolha ir lá se quiser receber um banho de frescor e se desapegar das densas energias do cotidiano estressante.

 

Duração do passeio: Em minha opinião, vc deve reservar pelo menos três horas para conhecer o espaço sem pressa. Para ver tudo, é melhor voltar em outra ocasião, a fim de que o passeio não fique cansativo demais para quem está em cadeira de rodas. Leve em consideração que a cadeira vai trepidar em alguns locais, e sabemos que esse tipo de situação pode ser desagradável.

 

Correr para fazer um passeio destes é desperdiçar uma oportunidade... Devagar é melhor!

Correr para fazer um passeio destes é desperdiçar uma oportunidade… Devagar é melhor!

 

Como chegar: Como já contei aqui (veja o item 8), para ir ao Jardim Botânico de metrô, é preciso fazer a continuação do trajeto em ônibus, e somente 20% da frota está adaptada. Então, acho que não vale a pena insistir nesse meio de transporte se vc for cadeirante. De carro também não é simples, porque não há estacionamento. Considere ir de táxi ou, se quiser ir de automóvel próprio, sugiro que investigue o melhor local para estacionar sem prejudicar sua circulação.

Atualização em 25/4: uma outra opção é ir de metrô até a estação terminal e daí pegar um táxi.

 

Comer e beber:

Há lanchonete no local, mas não espere nada que valha a pena. Se vc entrar (ou sair) pela portaria principal (o que recomendo), do lado esquerdo de quem entra fica o super charmoso café La Bicyclette, com montes de coisas apetitosas, mas sempre cheio. A entrada lateral tem uma rampa, e há mesas do lado de fora.

Já fora do Jardim Botânico, há muitas opções de restaurante, mas não saberei indicar algum que seja acessível. Almoçamos em um japonês próximo à Praça Santos Dumont, pertinho, onde há uma feirinha de artesanato aos domingos. Não encontramos nenhum restaurante realmente acessível no trajeto para lá.

A fim de garantir seu conforto, investigue endereços no Google Maps antes de sair – ou passe pelo Trip Advisor e cheque o que os usuários indicaram. 😉

 

Acessibilidade:

O Jardim Botânico está longe de ser um modelo de acessibilidade, até por conta da falta de informações. Conseguimos, na bilheteria, somente mapa em inglês. A apresentação dos locais era confusa, e não conseguimos nos orientar por ele. Tivemos que pedir informações a guardas ou passantes por diversas vezes.

Mas não deixe nada disso desanimar você, porque o passeio é extremamente agradável. Com um pouco de planejamento – e estudo de mapas virtuais – você poderá tornar sua estada muito mais confortável!

 

Uma fontezinha com água potável para vc encher sua garrafinha. Marta e eu aproveitamos, claro.

Uma fontezinha com água potável para vc encher sua garrafinha. Marta e eu aproveitamos, claro.

 

Banheiro: Usei dois, mas o mapa indica que há ainda outro. Se você não estiver passando por uma emergência, não vá ao que fica perto do parque infantil. Está informado que é acessível, mas não é, nem de longe (deve ter havido um equívoco ao considerá-lo utilizável por cadeirantes)… Sugiro que use o que fica perto da entrada principal, logo após o Centro de Visitantes. É bastante amplo.

Aleias: O espaço é dividido por aleias, todas nomeadas. Os pisos são diversificados: alguns não têm calçamento, outros são calçados com pedras, outros têm pavimentação lisa. Então, o conforto do cadeirante vai ficar comprometido em alguns pontos. É recomendável que vc vá acompanhado, porque pode ser que não consiga tocar sua cadeira em algum trecho. Há recantos inacessíveis para cadeirantes, por conta da declividade do terreno.

Lojinha de souvenir: super atraente e acessível por uma entrada lateral. Basta pedir para abrir. Mas leve em consideração que ela é bem pequena; portanto, não haverá como circular se sua cadeira for grande.

Jardim Sensorial: Concebido para permitir que as plantas aromáticas e de diversas texturas possam ser tocadas pelos visitantes. As espécies são identificadas por placas em braile. Acessível também para cadeirantes, mas a entrada é uma rampa cujo estado atual é precário.

 

Jardim Sensorial

Jardim Sensorial

 

Informação em braile no Jardim Sensorial

Informação em braile no Jardim Sensorial, instruindo vc a viver o local.

 

No mais, prepare a bateria do celular ou da máquina fotográfica. Se vc é fotogênico, eu não sei. Mas o Jardim Botânico sai bem na foto – isso eu posso garantir!

 

Respire fundo e curta, curta muito todo esse verde e esse frescor.

Respire fundo e curta, curta muito todo esse verde e esse frescor.

 

Fomos domingo pela manhã, que parece ser o dia de predileção de fotógrafos de noivas e crianças, em uma alegre disputa pelos recantos que rendem as melhores fotos...

Fomos num domingo pela manhã, que parece ser o dia de predileção de fotógrafos de noivas e crianças, em uma alegre disputa pelos recantos que rendem as melhores fotos…

 

Tina Descolada e eu entre as centenárias palmeiras imperiais.

Tina Descolada e eu entre as centenárias palmeiras imperiais.

 

Anote:

Jardim Botânico do Rio de Janeiro: Rua Jardim Botânico, 920 e 1008 | (21) 3874-1808

 

Para saber mais

 

Jardim Botânico no site Viaje na Viagem

Jardim Botânico na Wikipédia

 

Para mais posts sobre o Rio no Cadeira Voadora, clique aqui.

 

O Chafariz das Musas é uma das atrações. Fica bem no centro do parque.

O Chafariz das Musas é uma das atrações. Fica bem no centro do parque.

 

Lago com vitórias-régias

Lago com vitórias-régias

 

 

Tina e eu curtindo o barulho da fonte

Tina e eu curtindo o barulho da fonte

 

 

Vaso no Jardim Sensorial

Vaso no Jardim Sensorial

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